O difícil cenário para os varejistas de moda em 2016

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02/05/2016 | Categoria: Economia

O difícil cenário para os varejistas de moda em 2016

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As varejistas de moda e calçados divulgam nas próximas semanas seus resultados financeiros do quarto trimestre do ano passado e perspectivas para 2016. Por enquanto, não há sinais de que a tendência de queda nas vendas seja revertida. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projeta para o ano uma queda no varejo de vestuário de 4,8%, para 6,15 bilhões de peças. Em 2015, segundo a entidade, o setor encolheu 8%.

Fatores como elevação no nível de desemprego, inflação alta, queda na renda das famílias e aumento no nível de inadimplência persistem neste ano, afetando o desempenho do setor. O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio apontou queda de 0,4% no varejo de tecidos, vestuário, calçados e acessórios em janeiro. Para o mês de dezembro, o indicador informou baixa de 4%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou recuo de 15,6% no varejo de vestuário e calçados em novembro. A queda acumulada no ano, até novembro, era de 8,4%.

O efeito desse cenário deve ser observado nos balanços que as varejistas de moda divulgarão nos próximos dias. Nesta terça-feira, a Guararapes, dona da Riachuelo, informa os resultados do quarto trimestre. Luiz Cesta, analista da Votorantim Corretora, prevê que a companhia apresente queda nas vendas “mesmas lojas” (unidades abertas há mais de 12 meses) de 3% de outubro a dezembro, em relação a igual período de 2014. Para as vendas totais, ele projeta crescimento de 11,2%, por conta da abertura de 11 lojas no trimestre. No entanto, a combinação de um grande volume de promoções, problemas na coleção, desvalorização do real e despesas altas deve diminuir a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (margem Ebitda) da Guararapes em 6,6 pontos percentuais. Para o lucro líquido no último trimestre de 2015, a previsão é de um resultado de R$ 115 milhões, com queda de 39,8%.

No dia 25, Hering e Marisa divulgam seus resultados financeiros. A Hering já anunciou uma prévia dos resultados do quarto trimestre, no qual a companhia registrou queda de 0,7% na receita bruta de outubro a dezembro, para R$ 607,9 milhões. No critério “mesmas lojas”, as vendas caíram 5,1%. Cesta, da Votorantim, considera que a companhia está próxima de normalizar seus estoques, mas as promoções continuadas ainda vão pressionar a lucratividade.

O analista Marcel Moraes, do Deutsche Bank, acrescenta que as dificuldades para diluir despesas fixas podem prejudicar os resultados da Hering. O Deutsche projeta para a empresa queda de 23% no lucro do quarto trimestre, para R$ 84 milhões, e recuo de 19% Ebitda, para R$ 105 milhões.

Para a Marisa, as projeções também são de piora nos resultados em relação a 2014. Moraes observa que a retração do consumo no varejo afetou principalmente as classes de renda mais baixa, que são o principal público-alvo da Marisa. Ele também vê como riscos para a varejista o excesso de remarcações de preços e o aumento da inadimplência.

Cesta, da Votorantim, estima que as vendas mesmas lojas da Marisa serão 10% menores no quarto trimestre frente a igual intervalo de 2014, com baixa de 7,1% na receita. Para o lucro líquido, a projeção é de queda de 55,8%, para R$ 20 milhões.

A Lojas Renner, que divulgou seu balanço em 4 de fevereiro, mostrou desempenho positivo. As vendas “mesmas lojas” cresceram 4,5% no quarto trimestre. O lucro e a receita aumentaram. varejista de moda Lojas Renner.

(Por O Negócio do Varejo) varejo, núcleo de estudos e negócios do varejo, retail lab, ESPM

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Fonte: varejo espm

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